Sol: câncer de pele x vitamina D

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer da pele é o tumor maligno mais frequente da humanidade. No Brasil estima-se que o carcinoma espinocelular e o melanoma são os tipos de maior mortalidade.

O que difere os subtipos de câncer da pele são suas características clínicas e particularidades quanto aos fatores de risco. Grosso modo, entende-se que quanto mais clara for a pele de uma pessoa, maior as chances de se desenvolver um tumor de pele, além de fatores como a idade (pessoas acima dos 50 anos pertencem também a um grupo de maior incidência), baixa imunidade, hereditariedade, ou exposição excessiva ao sol.

Quando tratamos da exposição excessiva ao sol, porém, nos deparamos com o dilema entre usar protetores ou bloqueadores solares para nos protegermos de um possível câncer de pele e a possível consequência de falta de vitamina D em nosso corpo pela ausência de exposição à radição solar.

A vitamina D, um hormônio esteroide lipossolúvel, é essencial para o corpo humano e sua ausência pode ser causa de uma série de complicações.

Uma das formas mais eficazes de garantir a quantidade adequada de vitamina D em nosso corpo é a exposição solar. De acordo com informações disponíveis no site da SBD, a vitamina D controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular, além de ser necessária para a manutenção do tecido ósseo. Influencia consideravelmente nosso sistema imunológico, é essencial para as gestantes e a falta desse nutriente pode favorecer ainda 17 outros tipos de câncer. Dessa forma, o que fazer sobre a proteção contra o câncer de pele e uma possível deficiência desse nutriente tão importante para o nosso corpo?

A deficiência de vitamina D é mais comum entre as pessoas que vivem em ambientes urbanos, onde cerca de 80% da população pode apresentar algum tipo de deficiência de tal vitamina. Dito isto, a SBD saliente que certa quantidade de exposição direta à radiação solar diária é importante para a manutenção dessa vitamina, porém apenas por cerca de 5 a 10 minutos e que esta seja feita fora dos horários de maior intensidade solar (entre as 10 da manhã e as 3 da tarde).

A SBD lembra que a vitamina D também pode ser adquirida via suplementação alimentar, após recomendações médicas, e que, se feita de forma cuidadosa, leve e gradual, evitando queimaduras, câncer da pele e minimizando o envelhecimento, a exposição solar pode ser geradora de benefícios à nossa saúde e ao nosso bem-estar.

Deixe uma resposta